Tá com dor de amor? Vá viajar! Viajar tem o poder de transformação, calmaria, fuga, solução. É um remédio que realmente funciona, vá por mim!
Eu embarquei para Pirenópolis–GO e não me arrependi. Oh cidade graciosa, de pessoas queridas e receptivas. Caminhar pelas ruas de Pire é respirar história e se encantar com a beleza das casas antigas, dos restaurantes a luz de velas. Sim, ela é super romântica – curar dor de amor numa cidade cheia de romantismo parece não combinar, mas pra mim super funcionou.

Cachoeira da Pedreira
Em cada mergulho nas cachús você deixa lá pensamentos e sentimentos indesejáveis. São lindas e de fácil acesso, para quem não curte caminhada é uma excelente opção. Você chega de carro e uns 500m já tem uma cachoeira in-crí-vel. Todas são em propriedades particulares e por isso são pagas. A maioria é próxima da cidade. Em três dias deu para aproveitar bastante.

Cachoeira, ou cachú, Bonsucesso
No dia que cheguei fui logo conhecer a Cachoeira Bonsucesso, ela fica dentro de uma fazenda. Você estaciona o carro lá mesmo – galos, galinhas e cavalos fazem a segurança dos veículos (risis). Uma trilha, cinco cachús: Açude, Landi, Palmito, Pedreira, Bonsucesso e Lagoa Azul! Cada uma com sua beleza, mas a última é a cereja do bolo. Custa R$ 20 a entrada.

A natureza é marca impressionante em Pire
Visitamos o Museu de Arte Sacra riquíssima em objetos coloniais e da Igreja do Rosário dos Pretos que foi destruída.

Museu da cidadezinha. | Foto: Reprodução Web
No segundo dia fomos até a Reserva Ecológica Vargem Grande, 11km de Piri, estrada de barro. Lá tem a encantadora Cachoeira São Lazaro, uma das cachús mais lindas que já conheci. Ela é tão maravilhosa que passamos a tarde inteira lá e esquecemos que tinha mais uma para conhecer. Ela estava com “rastros” de tromba d’agua, acredito que tenha acontecido recentemente (esse é um cuidado que se deve ter com cachoeiras. Choveu, vai embora! Pode ter tromba d’água!).

Cachoeira São Lazaro
Depois de longas horas de contemplação e acreditando que já tinha visto todas as belezas incríveis de Piri, seguimos para a Cachoeira Santa Maria. Uma praia no meio do mato! Uma extensão de areia branca, uma enorme queda de água cristalina. As fotos não expressam nem a metade da beleza!

Mais uma preciosidade do local
A noite em Pire é bem tranquila, pelo menos foi o que presenciei. O comércio na cidade é bem forte. Demos um passeio fim de tarde e conhecemos muitas lojas de artesanatos locais, tem coisa bonita para levar de lembrança. Lojas de pedrarias e pratas tem de montão com preços em conta. Para sentar e degustar um bom vinho e uma comida típica escolhemos o restaurante Lua Cheia, ele fica na rua principal e mais charmosa de Pire.

Restaurantes na charmosa Rua do Rosário. | Foto: Reprodução Web
Lá você pode saborear uma maravilhosa “panelinha” – galinha cozida com arroz coberto de queijo mussarela e piqui (fruta da região). Simplesmente maravilhoso. O piqui é só para dar um aroma, não se come, é muito forte. Tem um restaurante mega famoso lá chamado ‘Dona Cida’, minha prima que me acompanhou na viagem indica.

Parei para apreciar a beleza do lugar
No último dia, ficamos na dúvida para onde iríamos! Tínhamos que voltar à Brasília, mas na vontade de mais um banho nas águas cristalinas. Todas as trilhas você vai encontrar animais: aves andando no meio do caminho, cavalo, vaca, macaco… Pedimos ajuda “aos universitários” e nos sugeriram a Cachoeira do Abade. Estava cheia de visitantes, mas a beleza supre qualquer coisa.

Cachú do Abade
O estômago roncou e resolvemos almoçar ali mesmo. Fomos a um restaurante vegano chamado ‘Maria do Céu’! Nossa! Que tempero, que sabor! O cantinho é uma graça e você é super bem atendido. Tem entrada (à vontade), o prato principal do dia e as sobremesas, de misturas inusitadas “a lá Bela Gil”, uma explosão de sabores.
Minha bagagem voltou carregada de boas energias e com um mega toque de quero mais. A Cia da viagem foi fundamental. Obrigada, prima, pela sua disponibilidade e graciosidade!