O AFROPUNK Brasil 2025 terminou em grande estilo na noite deste domingo (9), em Salvador. O palco final do festival foi tomado por uma energia ancestral e poderosa quando Tatau, Lazzo Matumbi e Márcia Short subiram juntos para encerrar dois dias de celebração à cultura negra.
O trio de gigantes da música baiana transformou o Parque de Exposições em um templo de ritmo, emoção e memória. Com repertório repleto de clássicos e homenagens, o encerramento trouxe uma atmosfera de reverência à história da música preta que ecoa da Bahia para o mundo.
Um encontro de gerações e potências
A apresentação foi marcada pela união entre gerações. Tatau, com sua voz inconfundível e presença vibrante, conduziu o público com sucessos que marcaram o carnaval e a música popular baiana. Lazzo Matumbi, lenda viva da MPB e referência do reggae nacional, trouxe sua força espiritual e seu discurso de resistência. Já Márcia Short, com sua potência vocal e elegância, emocionou a plateia ao representar o feminino dentro dessa história.
Juntos, os três criaram um espetáculo que misturou pagode, axé, soul e reggae em uma fusão que resumiu o espírito do festival: diversidade, ancestralidade e liberdade.
Bahia, raiz e futuro
Enquanto o público cantava em coro, o trio reforçava o papel da Bahia como berço e farol da cultura negra no Brasil. Cada canção soava como um chamado à memória coletiva — um lembrete de que o som baiano é feito de luta, fé e alegria.
O público, que lotou o espaço até o último minuto, dançava, chorava e se abraçava. Era o fechamento perfeito para um evento que celebrou não apenas a arte, mas também o pertencimento.
Um encerramento à altura da história
O show de Tatau, Lazzo Matumbi e Márcia Short encerrou o AFROPUNK Brasil 2025 com um sentimento de comunhão e continuidade. Mais do que um espetáculo, foi um rito de celebração à força criativa do povo preto.
O festival terminou com a certeza de que a Bahia não é apenas o cenário do AFROPUNK é a alma que faz o festival pulsar.
