O primeiro dia do AFROPUNK Brasil 2025, em Salvador, ganhou um dos momentos mais vibrantes com a apresentação do ÀTTØØXXÁ. O grupo transformou o Parque de Exposições em uma verdadeira pista de dança a céu aberto, misturando pagodão, beats eletrônicos e a força ancestral da Bahia em um espetáculo que foi pura energia.
Logo nas primeiras batidas, o público entendeu o recado: o som do ÀTTØØXXÁ não é só para ouvir, é para sentir. Rafa Dias, Oz, Raoni e Chibatinha chegaram com presença, ritmo e uma sintonia que só quem nasceu dentro da batida baiana consegue sustentar.
Uma explosão sonora e visual
O show foi uma viagem sonora entre o passado e o futuro. Entre faixas como “Caixa Postal”, “Tá Batenu” e “Elas Gostam (Popa da Bunda)”, o grupo construiu um set que fez o público cantar, pular e dançar sem pausa.
As luzes, os visuais coloridos e as coreografias transformaram o palco em um universo próprio, onde o pagodão baiano se encontrava com o afrobeat, o funk e a música eletrônica. Era impossível ficar parado. A plateia respondeu com gritos, braços erguidos e um coro que tomava conta de todo o espaço.
A Bahia no centro do mundo
Mais do que um show, a apresentação foi uma afirmação. O ÀTTØØXXÁ mostrou que o som da Bahia é vanguarda, que o pagodão é resistência e que a estética preta nordestina tem força global. Em cada batida havia história, em cada refrão, pertencimento.
O grupo celebrou o fato de se apresentar em casa, em um festival que exalta a arte e a potência negra. A plateia parecia entender cada gesto, cada pausa, cada virada de ritmo. Era como se o público e o palco pulsassem no mesmo compasso.
Um dos ápices do festival
Entre gritos, risadas e muita dança, o ÀTTØØXXÁ entregou um dos momentos mais elétricos do AFROPUNK Brasil 2025. O som do grupo ecoou como um manifesto da Bahia moderna: ousada, criativa e livre.
O show terminou com a multidão ainda dançando, mesmo quando as luzes começaram a baixar. Foi a prova de que o ÀTTØØXXÁ não apenas representa a nova música baiana, mas redefine o que é ser vanguarda dentro dela.
