O segundo dia do AFROPUNK Brasil 2025, neste domingo (9), em Salvador, ganhou um dos momentos mais intensos e emocionantes do festival com a apresentação da cantora nigeriana Tems. Em sua estreia nos palcos brasileiros, a artista entregou um show cheio de sensibilidade, espiritualidade e conexão genuína com o público.
No palco principal, Tems apresentou um repertório que mesclou hits como “Free Mind”, “Essence” e “Higher”, além de faixas mais introspectivas de sua carreira. A mistura entre R&B, afrobeat e soul criou uma atmosfera envolvente e cheia de sentimento, levando o público a uma verdadeira imersão sonora.
Conexão entre África e Bahia
Desde os primeiros acordes, a artista demonstrou encantamento pela energia da plateia baiana. Salvador, conhecida por ser um dos maiores símbolos da diáspora africana nas Américas, se tornou o cenário perfeito para a conexão entre suas raízes nigerianas e o público brasileiro.
Em um dos momentos mais marcantes do show, Tems desceu do palco para interagir com os fãs, tirou fotos, pegou bandeiras e retribuiu o carinho do público de perto. O gesto provocou euforia e emoção, reforçando o vínculo que se formou entre a artista e a plateia.
Um show de sutileza e presença
A apresentação de Tems se destacou pela combinação de intensidade emocional e simplicidade estética. Com luzes suaves e arranjos precisos, a cantora criou um clima de contemplação e entrega. A cada música, o público respondia com coros e aplausos que ecoavam por todo o Parque de Exposições.
O momento em que a artista se aproximou da plateia se tornou um dos pontos altos da noite, simbolizando a empatia e a proximidade que marcam sua trajetória artística.
Um dos grandes destaques do festival
A performance de Tems foi considerada um dos grandes destaques da edição 2025 do AFROPUNK. A cantora se uniu a nomes como Coco Jones, Liniker, BK’, BaianaSystem e Péricles, compondo uma programação marcada pela diversidade de estilos e pela força da música negra global.
A passagem de Tems por Salvador foi mais do que uma apresentação musical. Foi uma celebração de ancestralidade, emoção e conexão. Um momento em que o público baiano se viu refletido na energia e na entrega de uma das vozes mais poderosas da nova cena africana.
